sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Orando para conhecer a Deus

Nos últimos tempos temos tratado a oração como uma simples forma de falar com Deus, como um ato onde me apresento na frente de Deus, falo tudo o que preciso e após isso vou embora. Se acredita que o centro da oração é quem ora e suas necessidades e nos dedicamos a pensar em nós mesmo durante todo este momento.

Porem nos exemplos bíblicos vemos que a oração é muito diferente. Os modelos de oração que temos em toda a Bíblia, e que são abundantes, descobrimos que a oração tem como centro a Deus mesmo e sua majestade. Todas nossas necessidades e clamores são expostos a Ele desde a perspectiva dEle e não de nossa necessidade.

Consideremos o que Paulo diz a Igreja em Filipo: Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai- vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças (Filipenses 4:4-6)

Desde nossa perspectiva não faz muito sentido “pedir e suplicar com ação de graças”, porem quando entendemos que desde a perspectiva podemos ver nossas necessidades, problemas, aflições, dificuldades então podemos sim clamar e suplicar com ação de graça, declarando que sobre tudo nosso Deus é Deus, Senhor, Salvador, Soberado, Todopodero, e que sua vontade não será impedida e seu domínio é para sempre (Dan 4:34-35).

Na oração nós alinhamos nossa perspectiva na perspectiva de Deus, subordinamos nossa vontade na vontade de Deus, declaramos o Senhorio de nosso Jesus sobre todos nossos assuntos. Na oração é onde aprendemos a abrir nossos olhos espirituais para poder enxergar ao Pai trabalhando e assim saber o que Ele está fazendo e nos somar a seu trabalho. Jesus deu exemplo disto em suas declarações ao longo dos evangelhos, especialmente João.

Devemos louvar, adorar, nos entregar a Deus em nossas orações. Apresentar-nos na presença do Senhor e esperar, meditar, escutar sua voz, ver o seu rosto e conhecer a Deus mais ainda.

Temos os Salmos de Davi, os louvores de Paulo, Pedro, Judas, Moises e muitos outros, que nos orientam em como poder orar, adorando e louvando. Quando o foco em nossas orações é Deus mesmo nunca podemos ficar sem palavras, motivos ou assuntos para tratar com Ele, porque Ele é infinito e eterno e essa perspectiva nós devemos procurar.

Tiago em sua carta (Tiago 4:3) fala que oramos e não recebemos, porque pedimos mal, concentrado em nossos desejos, vontade, propósitos e instintos (ver o contexto do texto). Ele mesmo afirma que o Espírito nós anseia, deseja, quer que tenhamos uma comunhão intima com Ele, com Cristo, com Deus em Cristo. Paulo afirma que não sabemos o que pedir para Deus, como louvar ou como orar, porem o mesmo Santo Espírito da adoção clama em nossos corações, nos capacitando, nos edificando e nos conduzindo a Cristo quando decidimos orar, procurar um relacionamento de conhecimento com nosso Deus.

Devemos orar em todo lugar e em todo momento. Todo lugar é apropriado para procurar a Deus. Neemias orou na presença do rei quando precisou da sabedoria de Deus para sua resposta. Jesus orou na frente das multidões, orou na frente de seus discípulos e também orou na intimidade com seu Pai. Ele ensinou que é necessário nós afastar no particular para procurar a Deus e que essa procurar especial tem resposta especial (Mateus 6:6).

Jesus, com todo seu tempo concentrado em seu trabalho, nos resgatar do pecado para nos reconciliar com Deus, em sua condição de “ultimo Adão”, homem perfeito, dedicou longos tempos de oração no monte, no secreto na intimidade com Deus, nos deixando exemplo. Em João 17 vemos uma de suas orações, onde Ele pedia, clamava e suplicava, colocando a Deus no centro da oração, glorificando o nome de Deus e dando a devida honra para Ele. Esta deve ser nossa forma de orar. Nosso desejo.

Amados, clamemos em nossos corações, para que o Espírito Santo nos guie em nossa jornada a poder ser pessoas de oração, para poder através dela poder conhecer a nosso Deus, ver sua face e assim contemplar a sua formosura.

Com amor em Cristo,
Marcos A. Badra

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